33 motivos para assistir ao documentário O Renascimento do Parto

Antes de começar este blog, antes mesmo de sonhar com ele, pensei em fazer um filme. Não sou cineasta e não entendo muito do assunto, mas sabia que a melhor forma de despertar o interesse das pessoas por um tema muito caro a mim seria através de imagens e da mídia audiovisual. Coloquei na cabeça que iria fazer um filme sobre parto e nascimento no Brasil e que ele seria bonito e teria depoimentos dos profissionais mais pica-grossas do universo da humanização do parto no nosso país (talvez até uma galera gringa), talvez algumas celebridades, uma trilha bonita e cenas emocionantes para fazer um contraponto aos partos horripilantes que vemos nas novelas e nos programas da GNT e do Discovery Channel; seria um documentário para expôr a anormalidade da realidade obstétrica no Brasil e, ao mesmo tempo, um filme para celebrar o parto como ele poderia ser – um evento familiar, transformador – se nós simplesmente criássemos as condições para tal.

Por sorte, não precisei desembolsar uma grana preta para esse projeto porque gente muito mais talentosa do que eu estava à frente de um projeto semelhante. Finalmente, depois de muito suor, esforço e torcida, esse filme chegou às telas de cinema Brasil afora. Em vez de escrever uma crítica ou uma defesa apaixonada do filme (não por falta de querer, mas por pura falta de tempo mesmo), resolvi fazer uma lista (como boa virginiana etc tals). Se você se encaixar em alguma categoria, entre lá no ingresso.com e garanta seu programa do fim de semana! [Confira os horários aqui]

Então, sem mais, 30 motivos para não deixar de ver o filme O Renascimento de Parto (de preferência, neste fim de semana, porque a bilheteria dos primeiros três dias faz crucial diferença na decisão dos donos de cinemas em manter ou retirar um filme de suas salas):

  1. Você (ou sua esposa, sua melhor amiga, sua irmã, sua prima, sua filha) está grávida e quer um parto normal.
  2. Você (ou sua esposa, sua melhor amiga, sua irmã, sua prima, sua filha) está grávida e optou pela cesárea.
  3. Você (ou sua esposa, sua melhor amiga, sua irmã, sua prima, sua filha) está grávida e não pensou ainda no tipo de parto.
  4. Para conhecer o Espaço Itaú da sua cidade (o do Rio, recém-reformado, ficou lindo!), pois é só lá que o filme está passando.
    ORDP espaço itaú
  5. Você não se animou com as estreias da semana, mas não fica sem um bom cineminha no fim de semana.
  6. Você está de TPM (ou emotiva por qualquer razão) e a fim de dar uma boa chorada (e por a culpa no filme depois, claro).
  7. Você tem uma sensação inexplicável, porém real, de que o seu próprio nascimento não foi muito bacana (e não tem medo de cutucar essa ferida).
  8. Para ver o Marcio Garcia (um gato – o galã adolescente de muitas balzacas brasileiras! No papel de pai carinhoso então, ficou irresistível!).
  9. Você estudou cinema, antropologia, sociologia, biologia, medicina, obstetrícia, enfermagem, filosofia, psicologia ou se interessa por esses campos de conhecimento. [bônus para quem se interessa por todos eles!]
  10. Para prestigiar o cinema nacional.
  11. Você adora um bom debate e esse (parto normal vs. cesárea) é tão espinhoso, visceral e universal que você não pode ficar de fora!
  12. É um documentário (oba!) e você gosta de aprender sobre assuntos sobre os quais nunca parou para se aprofundar.
  13. Você faz parte dessa indústria do nascimento e precisa se informar sobre esse tal de “parto humanizado”, que está ameaçando o seu ganha pão.
  14. Para alimentar seu desprezo por hippies, xiitas, radicais do parto e profissionais que baseiam suas práticas em evidências científicas.
  15. Você é fã do documentário americano The Business of Being Born e quer ver a versão brasileira.
  16. Você é profissional de saúde e se preocupa com a realidade obstétrica brasileira.
  17. Você é profissional de saúde e acha a realidade obstétrica brasileira perfeitamente normal, saudável e avançada.
  18. Você nem está grávida ainda, mas morre de medo de parir.
  19. Você (ou sua esposa, sua amiga, sua irmã, sua prima, sua filha) passou por uma cesárea e não se acha menos mãe por causa disso [veja item abaixo e leia este texto, por favor].
  20. Você (ou sua esposa, sua amiga, sua irmã, sua prima, sua filha) passou por uma cesárea indesejada e, por motivos que você mal sabe, não conseguiu superar a sensação de tristeza/ frustração/ perda que ela traz.
  21. Você acha parto uma coisa nojenta, violenta e não entende por que tem gente que quer tanto passar por isso.
  22. Você é feminista e luta por melhores condições de vida para as mulheres.
  23. Você se deu conta de que 90% do seu círculo de amizades teve o filho por cesárea – a grande maioria fora do trabalho de parto – e pensou “opa, o que está acontecendo aqui?”
  24. Você acha que “parteira” significa “mulher sem instrução formal que pega menino”, mas ouviu falar que na Europa os partos normais são conduzidas por parteiras e, portanto, acha que chegou a hora de rever os seus conceitos.
  25. Você adora filosofar e quer se inspirar (ou se irritar) com os questionamentos do polêmico Michel Odent, autor de livros como A cientificação do amor e o recém-lançado Childbirth and the future of homo sapiens (O parto e o futuro da nossa espécie).
  26. Você tem uma pinimba com esse termo “parto humanizado” e acha que todo parto de ser humano é humanizado. [dica: humanizado vem do verbo humanizar, “Tornar(-se) benevolente, agradável”, e não do adjetivo humano, mas prometo que o filme explica melhor].
  27. Você é designer, adorou o site do filme, os cartazes e a identidade visual do filme e, portanto, quer prestigiar o trabalho como um todo.

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  28. Você é um tarado (ou uma tarada, por que não?) e quer ver mulheres peladas em momento de êxtase.
  29. Você tem uma esposa, amiga, colega de trabalho, irmã, prima, vizinha que é ativista do parto normal e não aguenta mais ouvir sobre o assunto, então decidiu ver o filme para poder dar um cala a boca nessa mala.
  30. Você está grávida (ou grávido) e não aguenta mais ouvir histórias escabrosas sobre o parto normal e precisa se expor a algo mais positivo.
  31. Você se emocionou com o trailer e/ou com o promo do filme e agora precisa ver o filme completo! [se você ainda não viu o trailer ou o material promocional, não sabe o que está perdendo – e leva só uns minutinhos, veja abaixo]
  32. Você pretende ter filhos um dia.
  33. Você é fã d'”A mãe que quero ser” e está curiosa para saber quem será a minha obstetra, minha parteira e o pediatra do(s) meu(s) filho(s) :-P. [Dica: todos aparecem no filme e se você adivinhar quem são, ganha um livro autografado]

E aí, me conta: Qual o seu motivo?

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25 Comentários

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25 Respostas para “33 motivos para assistir ao documentário O Renascimento do Parto

  1. Luana Xavier

    me identifico com uma infinidade de motivos listados aí em cima pra assistir. :p

    gente, vamos todos ao cinema, é absolutamente necessário ver esse filme!

  2. Eu acho que sei quem será sua equipe! hehehehehe
    Adorei a lista! vou compartilhar.

    bjos

  3. Adorei! Só faltou o motivo:
    – você nasceu! E talvez saber sobre esse evento auxilie a clarear alguns “poréns” da sua vida!
    Beijão

  4. Lissandra Martins

    Mais do que um documentário: um desafio para nós mulheres e profissionais de saúde!

  5. Fernanda Vidal Tiltscher

    Se eu advinhar eu ganho um livro autografado?
    Obstetra: Ana Cris Duarte
    Parteira: Noli Vinaver
    Pediatra: Ana Paula Caldas

    E ainda arrisco na Doula Lara Heller Gordon, que apareceu no filme, mas anonimamente…
    Ganhei o livro autografado?
    rs Eu querooooo!

    Bjs;
    Fernanda

    • Ih, Fernanda, errou todas – mas obrigada por aceitar o desafio! Uma dic a: moro no Rio ;) quer tentar de novo? Bjo, Clarissa

      • Fernanda Vidal Tiltscher

        Ah, que pena =(
        E olha que eu ia tentar de novo, sim!
        Mas, como já acertaram, acho que não adianta mais. Maas, como quem acertou, não valia… Acho que devia ganhar o livro por prêmio de consolação. kkkk

        Bjs

  6. Vou assistir o filme, fiz uma formação em Rebirthing (Renascimento). A ressignificação do momento do nascimento e a cura do trauma do nascimento é uma das questões abordadas nesta técnica que é aplicada com objetivo tanto terapêutico como para o desenvolvimento pessoal.

  7. Rosane Maerschner

    Quero ver esse filme por algumas razões expostas, mas principalmente porque vivi 3 experiências incríveis de parto normal e domiciliar, me encanto com esse momento, sou profissional de saúde e me assusto ao ver os indicadores de parto cesária nas maternidades públicas, me inquieta saber que um momento tão divino foi transformado em consumo e status! e que a dor da criação foi transformada em Reais para a equipe médica!!
    Enfim estou super aguardando a chegada do Filme em Fortaleza, porque infelizmente não posso ir até o Rio de Janeiro ou Sampa nesse momento!!

  8. Jeni

    Respeito a vida , apreciação pela comunidade humana.

  9. Paula Ceci Villaça

    Obstetra: Fernanda Macedo
    Parteira: A Japarteira mais amada do mundo! Maíra Libertad
    Pediatra: Ricardo Chaves

    Cadê meu livro? Hahahaha!
    Adorei o post! Vou compartilhar! Mas faltou o 34º motivo: você é ativista do parto e quer ver traduzido e condensado tudo aquilo que vai soltando aos poucos às amigas, mães, vizinhas, irmãs, parentes. Fora ver na tela que conhece 90% do elenco!

  10. Celina

    Clarissa, vc pretende ter seu parto acompanhado pela Heloísa Lessa? Nunca imaginei…rsrs. O resto eu não vou nem chutar, pq não vi o filme (e nem vou poder ver tão cedo, pois estou morando do outro lado do Atlântico…
    OBS: Mas a obstetra vai ser a Ana Fialho!! (não resisti!! rsrs)

    • Errou nos dois! A parteira será a mesma que a sua (espero que ela me aceite, porque tá todo mundo querendo parir com ela!).
      E quanto ao filme, quem sabe ele não é aceito em algum festival por aí?
      Bjo, lindona!

      • Celina

        ESCOLHEU MTO BEM ENTÃO, Clarissa, melhor escolha no RJ não há!!! rsrs. Marca na agenda e avisa assim que fecundar pq ela tá virando celebridade!! Hahahahaha. Até agora não soube de nenhum festival, vamos ver, tô achando que só quando sair o DVD mesmo, infelizmente!! rsrs. Bjinhos!

  11. Sabe que tenho medo de assistir ao filme e mexer em uma ferida que me dói muito? Vou contar:
    Tenho duas filhas, moro em uma cidade no interior de SP e os obstetras são comuns iguais a grande maioria. Sempre quis parto normal. Na primeira gestação eu aguardei até um pouco mais de 40 semanas mas meu médico colocou medo em mim que poderia passar da hora etc e tal. Eu aceitei e fiz cesárea por puro medo que acontecesse algo com minha filha. Na segunda gestação minha filha teve uma má formação no pulmão, mas involui com o passar da gestação e com muita fé (história longa) e o meu médico achou melhor fazer cesárea e eu mais uma vez aceitei e minha pequena nasceu de 39 semanas e meia. Eu não me arrependo e me arrependo, porque quando vejo minhas meninas saudáveis agradeço a Deus, mas eu não pari minhas filhas, elas foram tiradas de dentro de mim e isso é uma “ferida” em cicatrização. Mas admiro muito quem tem essa coragem que eu não tive.
    Desculpe o desabafo…
    Beijos

  12. Rosane Kaus

    IMPERDÍVEL!

  13. Elisa

    A Patty citou um ótimo motivo, o de se conhecer melhor.
    Eu estou grávida ao saber como nasci descobri que foi sem anestesia nem “sorinho” num parto bom bom para minha mae (e pra mim tb) e rápido. Daí entra a parte que nos dói. Ela nem me segurou e mal me viu! Me levaram direto pro bercário (e conheci meu pai no corredor).
    Isso para mim explica porque eu passei a infância inteira com temor de ter sido trocada na maternidade (apesar de eu ser a cara da minha mae) e porque eu sempre achei que a nossa relacao poderia ser mais próxima do que é. Faltou o bonding (como os americanos chamam o chamego imediato pós-nascimento).
    Esse procedimento de afastar o RN da mae, que infelizmente ainda acontesse em muito lugares, para mim é o mais desumano que pode acontecer num parto ou mesmo numa cesariana.

  14. debora quitete

    Gostaria de saber se o filme passará outra ve ou foi somente neste dia,pq senão eu perdi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Oi Debora! O filme continua em cartaz nas seguintes cidades: Rio, SP, Brasília, Campinas, Sorocaba e Indaiatuba. Sexta agora (dia 16) estreia também em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. No dia 23 chega a BH, João Pessoa e Salvador. E em mais de uma sessão nessas cidades! Ainda dá tempo de ver, levar a família, os amigos e divulgar as informações importantes que o filme. Depois volta aqui para contar as suas impressões. Um abraço, Clarissa

  15. Paula Inara R Melo

    Já acertaram sua equipe? Pq eu também quero um livro!

  16. Escrito

    adorei tanto seu texto como o seu blog e sobre o documentário!

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