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Uma introdução às fraldas de pano modernas (Parte 2)

Na era dos descartáveis, uma das primeiras objeções ao uso das fraldas de pano é a questão da lavagem. Será que não é nojento lavar as fraldas sujas de cocô? Cuidar das fraldas dá muito trabalho? Como fica a questão do cheiro?

Este segundo post da série sobre fraldas de pano modernas tratará dessas questões. Mas, primeiro, uma pergunta: você usa roupa descartável? Seus pratos, copos e talheres são descartáveis? Imagino que não, né? Pois bem, imagine alguém que vivesse numa sociedade em que as peças de roupa e os utensílios das refeições fossem parar na lata de lixo após o uso. Certamente esse alguém acharia nojento ter que reutilizar roupas e lavar pratos sujos de comida. Porém para nós é normal; faz parte da nossa rotina.

Quem usa fralda de pano também incorpora o cuidado e lavagem das fraldas em sua rotina. E, portanto, da mesma forma que você tem uma rotina para lavar as roupas e as louças da sua casa – que pode ser bem diferente da prática adotada por sua melhor amiga, por exemplo – é justo afirmar que cada família tem o seu método e suas soluções para lavar e cuidar das fraldinhas do bebê (ou dos bebês).

Mesmo assim, tentarei assinalar algumas diretrizes básicas relacionadas ao cuidado com as fraldas de pano.

Rotina pós-troca

  • Em vez de jogar fora a fralda usada, como no caso de uma descartável, depois da troca põe-se as fraldas num balde ou numa lixeira até a hora da lavagem.
  • Se o bebê mama exclusivamente no peito, o enxague é opcional. Quando o bebê estiver comendo sólidos, é preciso jogar o cocô no vaso com a ajuda do chuveirinho ou de um raspador.
  • Como recipiente para as fraldas sujas, pode-se utilizar uma lata de lixo tradicional (com tampa) ou um balde aberto. Por incrível que pareça, o cheiro é menos forte quando as fraldas ficam em contato com ar fresco, mas é claro que há algum odor, e a opção pelo balde aberto não é para todo mundo. Se você tem uma área de serviço bem arejada e se for lavar todo dia ou dia sim dia não, o balde aberto pode funcionar bem.
  • Para diminuir o mau cheiro, uma opção é colocar um paninho com gotas de óleo essencial de lavanda ou melaleuca (tea tree) no balde ou na lixeira.

Lavagem

  • Pode-se lavar as fraldas diariamente, dia sim dia não ou de três em três dias. Vai depender da quantidade de fraldas que você tem, o tempo de secagem no seu varal, o número de trocas e a sua preferência pessoal.
  • Quem lava é a máquina de lavar. Não é necessário lavar na mão.
  • Deve-se colocar muito pouco sabão. Uma colher de chá ou uma tampinha de refrigerante é o suficiente para uma maquinada inteira.
  • Recomenda-se programar enxagues extras, tanto no início quanto no fim da lavagem.
  • É proibido usar sabão com agentes biológicos (enzimas), amaciante, alvejantes (como cloro) e ferro de passar.
  • É bom usar água quente (até 40 graus) se possível, pois remove melhor os resíduos e evita o acúmulo de amônia (substância encontrada no xixi).
  • Para remover manchas, um tiquinho de sabão de coco e contato direto com o sol funcionam como mágica. Depois é só enxaguar bastante.

Para maiores informações, recomendo ler as sugestões sobre rotina e lavagem das revendoras Ecco, Mama e Espaço Mamífera. Lá você encontrará  também muitas dicas úteis (das especialistas no assunto!) além de kits de fraldas de pano para iniciantes.

O terceiro post da série será sobre mitos e verdades das fraldas de pano. Enquanto isso, convido as experts a compartilharam na seção de comentários a sua rotina e experiêcia com as fraldinhas e as curiosas a deixarem suas perguntas e dúvidas. Agradeço desde já a participação de vocês.

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Uma introdução às fraldas de pano modernas (Parte 1)

Dizer que sou fã das fraldas laváveis é pouco: por motivos estéticos e ecológicos, tenho uma verdadeira paixão por elas (veja a minha declaração de amor aqui). Mas reconheço que, para as não iniciadas, o universo das fraldas de pano parece impenetrável e assustador. Como funcionam? Por que tantos tipos? Como será o ritual de lavagem das fraldas? (E o cocô, meu Deus?!)

Este post, então, é uma tentativa de indicar o caminho das pedras para quem tem curiosidade e interesse em explorar o universo das fraldas de pano (daqui pra frente usarei a sigla FP, ok?). Só uma advertência: Cuidado, pode ser um caminho sem volta!

A Parte 1 será um resumo dos diferentes tipos de FP no mercado, cada uma com suas vantagens e desvantagens.

À moda antiga: fralda tradicional + fixa-fralda ou alfinete + capa impermeável ou calça plástica
Trata-se de um quadrado de algodão fino (a fralda), dobrado até ficar no tamanho e formato certos, fixado com um aflinete ou fixa-fralda (veja a foto), e depois coberto por uma capa ou calça plástica impermeável.
Vantagens: econômico, fácil de lavar, seca rápido
Desvantagens: requer prática para dobrar, demora (2 etapas), capas precisam ser compradas por tamanho, método visto como antigo, sem charme
Marcas nacionais: Cremer (fralda) /Lolly (fixa-fralda) / Chumbinho (calça plástica)
Marcas importadas: OsoCozy e Diaper Rite (flat diaper – ver também prefold) / Snappi / Thirsties, Bummis, Gen-Y  (cover)


Versátil e à prova de vazamentos: fralda ajustada + capa impermeável
A fralda, que pode ser de algodão, bambu, cânhamo ou uma combinação de materiais, é costurada em formato de fralda com botões ou velcro para fechar. Por não ser impermeável, é necessário colocar uma capa por cima. Pode-se usar absorventes extras para aumentar o poder de absorção.
Vantagens: absorvente, fácil de vestir, lindas estampas, simples de lavar, pode ser usada sem capa (em casa)
Desvantagens: colocada em 2 etapas, volumosa, geralmente comprada por tamanho
Marcas nacionais: Mamãe Natureza, Ninho da Coruja (fraldas)/ Chiquita Bacana, Fralda Madrinha, Mamãe Natureza, Ninho da Coruja (capas)
Marcas importadas: Kissaluvs, Bamboozle, Blueberry, Kiwi Pie, Sustainablebabyish, Imse Vimse (fitted diapers)

Fresquinha e compacta: Capa de algodão com suporte + recheio
A capa, nesse caso, parece uma calcinha de algodão, em que se afixa um suporte de plástico. Dentro desse suporte, coloca-se um recheio, que pode ser uma fralda tradicional dobrada ou um bolsinho de tecido que mantém a sensação de “sempre seco” recheado com panos de algodão ou microfibra. Fecha com velcro.
Vantagens: pouco volumosa, simples de colocar, fresquinha, possibilidade de trocar só o recheio e reutilizar a capa e o suporte, estampas bonitas
Desvantagens: comprada por tamanho, pode vazar se for mal ajustada, menos absorvente que outros estilos
Marcas nacionais: Efral, Mamãe Natureza, Morada da Floresta
Marca importada: gDiapers

Prática e absorvente: Fralda com bolso (ou Pocket)
Como a ajustada, a fralda com bolso tem o formato inteligente e é ajustada com botões ou velcro. O diferencial é o material impermeável (geralmente a camada externa) e o bolso na parte interna para colocar absorventes ou recheios. Fora a etapa de rechear a fralda, ela é tão simples de colocar quanto uma fralda descartável.
Vantagens: super absorvente, fácil de colocar, camada sempre seca na parte interna, tamanho único
Desvantagens: “usou, lavou”, precisa tirar o recheio antes de jogar na máquina, volumosa, mais cara
Marcas nacionais: Chiquita Bacana, Dipano, Fio da Terra, Fralda Bonita, Fralda Madrinha, Morada da Floresta
Marcas importadas: BumGenius, Fuzzibunz, Charlie Banana, Blueberry, Rumparooz, Popolini

Mais simples impossível: Fralda tudo-em-um (ou AIO)
Como diz o nome, essa fralda, como uma descartável, é uma peça única: ou seja, ela tem tudo para deixar o bebê seco e confortável sem requerer muito esforço da sua parte. Sujou? É só tirar e jogar no balde para lavar depois.
Vantagens: qualquer um consegue pôr (até os mais resistentes às fraldas de pano, como os cuidadores do berçário, geralmente não se opõem), costumam ser tamanho único e possuir camada sempre seca
Desvantagens: “usou, lavou”, demora muito para secar, mais cara
Marcas nacionais: Fralda Bonita, Morada da Floresta
Marcas importadas: GroVia, BumGenius, Imse Vimse, TotsBots Easyfit

Na Parte 2 escreverei sobre as principais dúvidas relacionadas à lavagem das fraldinhas e o dia a dia de quem optou pelas fraldas de pano. Até breve!

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20 dicas para ser uma mãe mais ecológica

Aproveitando o clima da Rio+20 e da Semana do Meio Ambiente, resolvi fazer uma lista de 20 atitudes simples que você pode tomar em prol do planeta, lembrando que se adotar pelo menos uma medida em cada categoria (alimentação, higiene, filosofia de vida, lazer e geral), amanhã já será uma mãe mais ecológica e sustentável do que hoje.

Alimentação
1. Amamente o máximo possível: quanto mais tempo você conseguir amamentar o seu filho, menos gastará com leite industrializado, cujo processo de fabricação utiliza muitos recursos do nosso planeta (veja a dica #3).

2. Evite comida industrializada: eu sei que é prático comprar potinhos de papinha em vez de fazer a própria comida pro seu bebê, mas existem comidas rápidas mais naturais e ecologicamente corretas. As frutas são o fast food perfeito. Você pode descascar e oferecer ou raspar com uma colher antes.

3. Coma menos carne: nossos amigos bovinos (vacas e bois) estão entre os maiores produtores de gás metano, cujo excesso é uma das principais causas do aquecimento global. E grande parte do desmatamento que acontece no Brasil é para abrir espaço para a agropecuária (ou para plantar milho ou soja para o gado consumir). Tudo isso é para criar animais que irão para o abate e depois para nossos pratos. Portanto, tirar a carne do seu cardápio é possivelmente a melhor coisa que você poderá fazer pelo futuro do planeta.

4. Prefira alimentos de origem local: quando você compra frutas e legumes da estação ou produzidos localmente, menos combustível foi usado para transportá-los até o mercado. Portanto, calce o tênis e vá à feira! (aliás, esse também é um programa bacana para levar as crianças)

Higiene
5. Use fraldas de pano: as fraldas de pano consomem menos recursos do que as descartáveis – mesmo levando-se em conta a água para sua lavagem – e hoje em dia são muito práticas, confortáveis e lindas. Se você ainda não conhece as fraldas de pano modernas, não sabe o que está perdendo.

6. Use paninhos laváveis em vez de algodão ou lenços descartáveis: para fazer a higienização do bebê entre as trocas de fralda, considere substituir o algodão ou lenços descartáveis por paninhos umedecidos com uma solução caseira de água, óleo (de amêndoa ou de bebê) e um tiquinho de sabonete líquido neutro. Depois é só jogar na máquina e lavar com suas roupas. Os paninhos podem ser fraldinhas ou retalhos de camisetas velhas. Quer algo mais ecológico do que isso?

7. Elimine os supérfluos: Metade dos itens na prateleira para bebês na farmácia são completamente desnecessários. Seu bebê não precisa de hidratante, perfume e nem de shampoo (muito menos condicionador). Se você usar fraldas de pano, também pode riscar dessa lista as pomadas tipo hipoglós.

8. Corte pela metade a quantidade de produtos de limpeza e higiene pessoal: Mesmo eliminando os supérfluos, você pode ser ainda mais ecológica (e econômica) usando quantidades menores dos produtos que compra. Isso vale especialmente para coisas como pomadas e pastas (faça o teste: passe a usar bem menos, pra você fazer como não faz a menor diferença no resultado), e também para produtos de limpeza da casa (sabão em pó e amaciante em especial).

Filosofia de vida
9. Evite a tentação de dar mimos e presentes para mostrar o seu afeto: Cada produto que você compra aumenta sua pegada ecológica e se você costuma mostrar afeto presenteando o seu filho, você ainda o ensina a ver o consumo como uma atitude de amor. Acredite em mim: eu sofro disso, mas quanto mais eu aprendo sobre ecologia, mais sei o quanto é importante comprar e gastar menos.

10. Valorize o ser e não o ter: de novo, isso tem a ver com o excesso de consumo, que por motivos óbvios está relacionado ao desmatamento, à poluição e diminuição dos recursos naturais. Quando valorizamos atividades e atitudes relacionadas ao ser (experiências, pensamentos, emoções), reduzimos a necessidade de ter (brinquedos, roupas de marca, gadgets).

11. Crie um pequeno consumidor consciente: quem entende a história dos alimentos e itens que consome (sua origem, a cadeia de produção etc.) e de como isso impacta o meio ambiente já está a meio caminho andado de mudar suas práticas. Mas é preciso dizer que isso se aprende pelo exemplo e não só com palavras, então primeiro experimente ser uma consumidora consciente você mesma!

12. Ame e respeite a natureza: só um amor profundo e incondicional por esse nosso incrível planeta será capaz de nos impulsionar a mudar nossos hábitos enraizados. Eu adoro ver documentários tipo Planet Earth e caminhar próximo à natureza para me inspirar a cuidar melhor da nossa terrinha.

Lazer
13. Escolha um dia para ficar sem tecnologia: o mero ato de tirar os aparelhos da tomada reduz o consumo de energia elétrica e um dia sem televisão, videogame e computador pode aproximar a família de um estilo de vida mais simples e, assim, mais ecológico.

14. Plante ervas no quintal, na varanda ou na janela: além de sair da terra para a mesa em segundos, cultivar plantas nos aproxima da natureza e pode fazer com que tenhamos mais cuidado com o planeta. E as crianças adoram as plantinhas!

15. Em aniversários e/ou festinhas, use copos e pratos reutilizáveis: você não precisa usar a própria louça do dia a dia (que quebra), mas uma boa alternativa é comprar copos e pratos de plástico que possam ser reaproveitados, ao invés de comprar aqueles mais baratos que não duram nada.

16. Faça do shopping um lugar para comprar, não para passear: essas “mecas de consumo” servem justamente para isso e não devem ser tratados como entretenimento (veja a dica #10).

Geral
17. Compre menos: eu só passei a levar isso a sério depois de ver o excelente vídeo The Story of Stuff (abaixo). Nada tem um impacto maior do que simplesmente recusar-se a participar do ciclo de desmatamento, poluição e esgotamento de recursos.

18. Reaproveite roupas e acessórios de amigos e parentes: tão óbvio e milenar que dispensa explicações.

19. Doe roupas, brinquedos e objetos que possam ter utilidade para outras famílias: idem

20. Se não der para ser “verde” o tempo todo, seja sustentável pelo menos 50% do tempo: qualquer pequena mudança será benéfica. Não termine de ler isso achando que você não conseguirá ser ecológica porque não está disposta a usar fraldas de pano ou virar vegetariana. Experimente usar fraldas de pano durante o dia, quando seu filho fica em casa, só duas ou três por dia. Escolha um dia para ficar sem carne por semana. E pronto, já estará fazendo uma diferença!

Antes de partir, não deixe de ver o vídeo. Prometo que serão 20 minutos muito bem gastos! (ou melhor, 40, já que você já dedicou os primeiros 20 lendo esse texto)

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Fraldas de pano modernas: amor à segunda vista

A primeira vez que soube de um bebê usando fralda de pano admito que achei um retrocesso. Pensei, na época, “por que cargas d’água uma mulher que trabalha e tem mil coisas a fazer optaria por um troço nada prático como a fralda de pano?” Eu morava nos EUA e estava na faculdade. A mãe da bebê era professora de letras, tinha doutorado, era inteligente e super ocupada (ah, e certamente não tinha empregada nem babá!). Mas eu a taxei de louca e eco-chata (dá um desconto – eu tinha 19 anos).

Anos mais tarde, quando comecei a pensar nas minhas próprias escolhas, descobri o universo das “cloth diapers” através de um anúncio online. E me apaixonei. Eram tantas opções bacanas, tantas estampas lindas, e aquilo me pareceu tão mais ecológico e tão simples de usar! Foi um caminho sem volta. Agora, tenho um total de três fraldinhas no meu enxoval e uma lista enorme* de marcas nacionais e importadas que pretendo comprar quando  estiver, de fato, esperando um pequenino serzinho cagão (foi mal, mas a fralda é pra isso, né?).

Queria poder dizer que essa escolha partiu de uma convicção ecológica, mas tenho que confessar que o primeiro impulso foi, como em muitos casos de paixão, estético. Eu achei as fraldas as coisas mais fofas e lindas do mundo. Tem fraldas de uma cor só, outras estampadas, umas felpudinhas, outras mais enxutas, orgânicas, de jeans, de lã… Cada uma mais fofa que a outra! Imaginei minha pequena/meu pequeno usando só aquela fraldinha linda no calor do verão carioca. Que amor!

Busquei me informar e fiquei sabendo das estatísticas sobre a quantidade de fraldas descartáveis que um bebê usa ao longo da vida (aprox. 6.000) e de quanto tempo a fralda leva para se decompor (mais de 400 anos). Li também que as fraldas descartáveis são o terceiro item mais encontrado em lixões e representam 30% de todo o lixo não-biodegradável. Ui. É um argumento e tanto.

Outro argumento a favor das fraldas de pano é a economia. Eu sou consumista, mas tenho um lado pão duro. E gastar dinheiro em fralda descartável, algo que vai direto pro lixo, não me anima. Veja a  matemática, considerando um custo mensal de 120 reais e o uso por dois anos:

Fraldas descartáveis: R$120 / mês x 24 meses = R$2.880,00

A conta para fraldas de pano não é tão simples, porque é um universo com milhares de opções, incluíndo fraldas pocket (com recheio), todo-em-um ou dois-em-um (capa com recheio), nacional ou importada, de algodão ou microfibra ou algodão orgânico, tamanho único ou P-M-G. Vou fazer as contas com as opções mais baratas e com as mais caras, usando como parâmetro 20 fraldas, o suficiente para quem pretende lavar dia sim, dia não.

Fraldas de pano tamanho único: R$40/ fralda x 20 fraldas = R$800,00

Fraldas de pano tamanho P-M-G: R$30/ fralda x (20 tamanho P + 20 tamanho M + 20 tamanho G) = R$1.800,00

Os céticos de plantão devem estar pensando “Ah, mas você não está incluindo o custo da lavagem das fraldas!” É verdade, não estou. Mas também não estou incluindo os custos com pomada (cujo uso não é recomendado nem costuma ser necessário para quem usa fraldas de pano), de gasolina para sair para comprar as fraldas todo mês, dos lenços umedecidos descartáveis (que também podem ser substituídos pelos laváveis) etc. E também não posso deixar de mencionar um outro fator econômico contundente: as fraldas de pano podem ser revendidas ou reaproveitadas para um próximo bebê.

O conforto para a pele do bebê foi o terceiro ponto que me fez vestir a camisa das fraldas de pano. Você já ficou assada usando absorvente “sempre seca”? Eu sempre fico e detesto. O bebê então, que fica 24 horas de fralda, 7 dias na semana… coitado do bumbum dele! É por isso que as pomadas são necessárias. A fralda de pano ajuda a evitar esse problema. Sem contar que são muito mais macias. E a maioria hoje em dia tem uma camada de microfibra que deixa o xixi passar e permanece seca, imitando o efeito “sempre seco” das descartáveis sem tantos produtos químicos que ressecam e podem fazer mal à pele sensível do bebê.

Apesar de todos esses fortes argumentos que apelam para nosso senso moral de responsabilidade com o meio ambiente, a preocupação com a economia e com o conforto e saúde do bebê, para mim, a decisão de ser uma mãe cujo bebê usa fraldas de pano, como disse anteriormente, foi muito mais fútil. Me apaixonei perdidamente – pelos modelos lindos, pelo universo das fraldas ecológicas e pela ideia de estar fazendo uma pequena contribuição para o meio ambiente. Quero abrir o armário e me deparar com as fraldinhas lindas – coloridas, estampadas, diferentes – que escolhi e lavei (uh… que a máquina lavou) como todo o carinho do mundo e ir dormir sabendo que os lixões estão com algumas fraldas sujas a menos por minha causa.

Será que estou viajando na maionese do idealismo? E vocês, exergam as fraldas de pano modernas como uma opção viável?

*A lista enorme inclui as seguintes marcas: bumGenius, Rumparooz, Fuzzibunz, GroVia, Muttaquin, Little Beetle (importadas) & Fralda Madrinha, Bebês ecológicos, What Mommy Needs e Efral (nacionais).

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